Don't worry, be happy!


Acho que não é segredo pra ninguém que estou vivendo a melhor fase da minha vida. Está escrito bem grande no meu sorriso a cada "Bom Dia" que dou, seja para o cobrador do ônibus ou para a melhor amiga. Acordo com a sensação de "Ai que bom que mais um dia começou!" e gente, essa é uma das melhores sensações do mundo!

Principalmente porque as pessoas que conviveram um tempo comigo, sabem o que é mau humor matinal. Era só me olhar e perceber que eu não deveria ter saído da cama. Mas agora é diferente..estou tão, tão, tão bem!

Minha ausência aqui no blog (eu e minhas desculpas...) se dá pelos trabalhinhos da faculdade mas também um pouco por falta de assunto mesmo. Minha vida está meio resumida a ~faculdade~ e acho que seria meio massante ficar o tempo todo aqui fazendo post sobre minhas aulas... Acho que vocês perderiam a vontade de ler...

Estar feliz é a única coisa que eu não imaginava para um feriado como esse. Há pouquíssimo tempo me despedi de uma história que me acompanhou por anos, e tinha certeza de que viveria um luto sem fim. Escrevi inclusive alguns textos sobre isso...Mas lembrei que, porquê motivos devo compartilhar coisas tristes? Jogar o jogo do contente ao avesso não é o melhor caminho... Chorei, gritei, briguei, xinguei, falei umas verdades e depois, sabem aquele ponto final que a gente fica carregando por muito tempo, guardado, por medo de como será depois dele? Pois é, coloquei. De que adianta uma história linda quando os personagens não estão dispostos a vivê-la com amor? Guardei todos os textos, presentes, fotos, mágoas e lágrimas numa caixinha bem lá no fundo do guarda-roupa. Escondidinha.


E agora estou começando uma história nova. A minha história, apenas minha. Um livro novo, cheio de páginas em branco prontas para ser coloridas com as mais diversas cores. Comecei com uma lista de planos e novos sonhos... a tatuagem fofinha, estudar para um futuro intercâmbio, viajar mais, aprender outros idiomas (francês e italiano me fascinam *-*), conhecer novas pessoas...

Lógico que nem tudo está perfeito. Tem os quilinhos a mais (sempre tem), a falta de tempo pra fazer tudo que gosto, a cicatriz ainda recente aqui - que me impede de pensar em relacionamentos tão cedo - , a falta de dinheiro que me impede de assumir meu lado consumista e passar tardes no shopping... Mas GENTE! O que são essas coisinhas quando eu tenho um bilhão de coisas legais acontecendo ao meu redor prontas para ser pintadas no meu livro novo?


Só tenho a agradecer. Aos amigos que me fazem rir e me elogiam quando a estima tá baixa, aos que me alegram com mensagens fofinhas, as leitoras que sentem minha falta aqui no blog, aos trabalhos que se multiplicam dia após dia e me ocupam sempre, as cartinhas que chegam pelo correio e sempre tornam meu dia mais bonito... A tudo gente. Sério.

Eu queria escrever um post, não sabia sobre o que falar..."Que seja sobre minha felicidade!" pensei.

Espero que tenham gostado! ;)

Beijos gigaenormes!



Um teto para meu país


Há alguns post atrás (talvez muitos) comentei sobre minha vontade de fazer um trabalho voluntário. Acontece que o tempo foi passando, afazeres foram surgindo, e eu ainda não tinha me mexido. Foi então que surgiu o convite pelo pessoal da Universidade de participar de um projeto que se chama: Um teto para meu país. O custo era ridículo: R$ 30,00 pra se inscrever, comer e dormir por 2 dias. Em troca, trabalhar numa comunidade carente construindo uma casa para uma família que viva em condição de extrema miséria.


Me inscrevi e fui alegre e sorridente. Eu e mais algumas pessoas da Universidade. Fiquei sabendo que minha comunidade se chamava Futuro Melhor, e que eu seria da equipe de logística. Achei bom, pois como nunca tive experiência com construções (mesmo de madeira...) no fundo eu estava com medo de atrapalhar o serviço por ser uma leiga. Meu trabalho(logística) seria carregar o material para construção das casas (pilotis, painéis de madeira, vigas, telhas...) de um local central, até cada uma das casinhas. "Tranquilo" pensei.

Acontece que a sujeita aqui sofre pra carregar pote de água para os cachorros. Imagina um painel de 200 kg! Então né...

Chegamos na sexta a tarde. Fomos divididos em váaaarias equipes, cada uma iria para uma comunidade. Afinal, estávamos em mais de 1000 voluntários!  Cada equipe se direcionou a uma escola em sua comunidade, onde ficamos alojados. 


Sábado que o trabalho começou. Acordamos cedo (06:00 h) e seguimos a pé até a região da comunidade que trabalharíamos. Foi então que a ficha começou a cair. 

Aqui em Curitiba, existem muitas comunidades carentes, como em todas as grandes cidades. Entretanto, nunca vi uma com o tamanho dessa que trabalhei. Nunca vi tanta gente em condições tão precárias como lá. Muita gente me perguntou: "-Nossa, mas porque esse projeto não vem pra cá, pra Curitiba? Também tem gente que precisa...". Não vou negar que há gente que precise, mas lá a situação era gritante. É desesperador, dá vontade de ficar lá, construindo casinhas e mais casinhas pra ver se consegue 'melhorar' um pouquinho que seja a vida da comunidade. Vi famílias vivendo em casas de 4 m², em cima de córrego. Isso é desumano.

A equipe da logística não 'se apega' a nenhuma família. Passamos os dois dias carregando materiais, pesadíssimos, de um lado para o outro. Indo e voltando, algumas muitas vezes (porque infelizmente a logística não tinha muita lógica.. e a coordenadora era um pouco perdida..). Conhecemos praticamente todas as famílias que seriam beneficiadas. Andamos por toda a comunidade, e vimos como é a realidade daquelas pessoas. 


Ao final do primeiro dia, a cada viga que eu pegava pensava: 'Não aguento mais. Essa será a última. Depois disso preciso sentar pra descansar!', mas quando chegava ao final do percurso, com ferpas nos dedos e ombros latejando, descobria que havia mais algum painel pra levar para o outro lado. Respirava fundo e mentalizava:"Eu consigo. Eu preciso conseguir.". E lá íamos todos terminar o trabalho. Quando voltamos para o alojamento, tivemos que conviver com um pequeno drama: ficar sem tomar banho. Estávamos alojados numa escola, sem chuveiros. Sem contar que, mesmo que existissem chuveiros, 1000 pessoas tomando banho numa comunidade carente seria uma atitude no mínimo irresponsável né? Então, sacamos nossos lencinhos umedecidos e disfarçamos a catinga com poderosos desodorantes. Sabe que funcionou? Acho que o cansaço era tanto também que nem deu tempo de ficarmos preocupados com isso. 

Domingo pela manhã as dores estavam em todos os lugares do corpo. Dos ombros às panturrilhas, tudo doía e latejava. Descobri que tinha músculos que eu nem sabia que existiam. Quer saber o que se passava pela minha cabeça? "Thuany, porque é que você foi se meter nisso? Porque não ficou no aconchego de sua cidade?? Porque não foi visitar uma creche, um hospital um asilo? Precisava vir tão longe, pagar, fazer um serviço pesado que você nunca fez, só pra fazer o bem?"


E lá fui eu com meu coraçãozinho emburrado para o segundo dia de trabalho. E apesar de relativamente mais leve, foi muito mais cansativo. Primeiro, porque estávamos com o cansaço do dia anterior acumulado, segundo, porque foi um trabalho que me deixou bastante tensa. Tivemos que carregar as telhas que eram facas gigantes, por um trecho de quase um quilômetro, passando por crianças (muitas crianças, meu Deus, como tinha crianças) correndo despreocupadas, carros desgovernados, rachas de motos, ônibus sem freios... e a todo momento achando que uma criança passaria correndo pela telha e aquilo viraria um acidente terrível. Entramos em uma viela onde mal passava uma pessoa, fazendo caminhos praticamente impossíveis de serem realizados se não fosse o compromisso que havíamos assumido. 

Vi que naquele lugar, a carência é explicita. Os olhos das crianças, das mães, dos animais imploram por um carinho, um gesto de amor. A cada 'Bom Dia' ou a cada sorriso que distribuíamos, era notável a diferença que aquilo faria na vida da pessoa. As crianças e os bichinhos brigavam pela nossa atenção. Acho que eles estavam conformados por estarem esquecidos pela sociedade. E quando percebem que existe sim gente que se preocupa com eles, a alegria transborda.

O objetivo do projeto não é construir casas e presentear pessoas carentes. Vai muito além disso. Até porque, as famílias pagam (se não me engano é R$ 150,00) pela casa. A ong tem o objetivo de dar um pontapé inicial para melhorar a vida de pessoas que vivem em condições precárias. A casa, é o primeiro passo. Nós vamos lá, construímos a casa, mostramos que é possível sim melhorar de vida. Que eles tem condições de lutar por uma vida melhor, mais digna. Existe uma segunda fase do  projeto, que consiste nos incentivos ao estudo, cursos..para que as pessoas tenham condições concretas para crescer na vida. Quem quiser conhecer e participar do projeto, acesse o site! Caso não possa ajudar indo até as comunidades nas construções, é possível ajudar de outras maneiras. O importante é ter consciência que o nosso país precisa e muito de pessoas dispostas a doar um pouquinho de seu tempo para ajudar o próximo.

Se na manhã de domingo eu estava praticamente arrependida de ter me candidatado ao trabalho voluntário, nas manhã de segunda o que pensei foi: "Obrigada Deus pela oportunidade de ter participado desse trabalho e ter mudado, um pouquinho que seja, a vida de outras famílias". 

Foi com certeza a experiência mais linda que já tive, e que desejo com certeza viver outras vezes! 

E a cada vez, carregar mais pessoas comigo! ;)

Um beijo enorme!




4 on 4 - Abril

Oi oi oi pessoas!


Hoje começo um novo projeto aqui no blog: 4 on 4. Muitos de vocês já conhecem, mas para quem ainda não sabe, funciona mais ou menos assim: 

Um grupo de 4 blogueiras combina de no dia 4 de cada mês postar 4 fotos aleatórias. No final de cada post, a blogueira coloca o link da outra blogueira participante do grupo, assim o leitor pode acompanhar a 'corrente' e conhecer todos os blogs participantes! 

Quem sugeriu a ideia e formou nosso grupinho (<3) foi a Rafa, do Colorê. Junto comigo, estão participando também a Ann do Vinte e poucos e a Aninha, do Bolas de Meia

Se você quiser participar, basta formar seu grupo...ele pode variar a quantidade de participantes, desde que mudem também o dia e a quantidade de fotos (de acordo com o número de participantes).

Então vamos as fotos?


Para esse primeiro post, escolhi fotos que representaram um pouquinho desse mês.

As lapiseiras e meu novo começo :)

As cartinhas que não param de chegar e me deixar mais feliz! Elas tem a sorte de chegar justo naqueles dias que parece que o mundo desaba... e me arrancam um sorriso de orelha a orelha!

Aqui na minha cidade começou o Festival de Teatro. Há anos planejo assistir as peças, mas nesses mesmos anos eu estava "em ano de vestibular". Agora, pela primeira vez, pude me deliciar com uma peça divertidíssima que SUPER recomendo se você está precisando esquecer os problemas e dar risada: "A tarada do Boqueirão". Ainda pretendo ir a algumas peças de rua até o final do Festival. 


Ah, o pôr-do-sol! Agora que estudo de manhã tenho a oportunidade de ver os dois momentos mais lindos do dia: o nascer do sol (exatamente quando eu saio de casa os primeiros raios estão apontando no céu) e o pôr-do-sol. Eu nunca tinha parado para prestar atenção...mas é impressão minha ou os dias são mais lindos no outono?

Então gente, o que acharam das imagens do projeto? 

E não deixe de conferir as fotos da Ann, no Vinte e Poucos. :3



Um beijo enorme para todos!



Oi, estou viva


Oi seus lindos!

Primeiro, quero deixar aqui registrado meu muito obrigada a todos os comentários fofos que vocês tem deixado no blog! Ai gente, sério, vocês são umas lindas! Segundo, preciso me justificar sobre minha ausência daqui...e será exatamente esse o tema do post! Ou seja, é um post mega pessoal..então, se você que chegou aqui por acaso, por uma pesquisa doida no google que te trouxe até meu cantinho e detesta fofoca e saber da vida alheia...sinta-se a vontade pra não ler o post! (: Agora se você me ama, adora meu blog, adora o que escrevo, estava com saudades, quer saber por onde ando e como vou, (ou se me odeia mas mesmo
assim quer saber da minha vida) se prepare que lá vem história!


Vamos lá. Dia 05/03 começaram as minhas aulas. Ou seja, comecei a concretizar um desejo que a anos venho tentando realizar: Cursar Arquitetura e Urbanismo na UFPR. A primeira semana de aula serviu de apresentação do curso, palestras, passeio pelo centro histórico da cidade, apresentação do Grêmio e apadrinhamento (sim gente, olha que lindo! A gente escolhe um veterano para ser nosso 'padrinho' enquanto estivermos na Universidade...e o 'serviço' do padrinho inclui ajudar em trabalhos, pesquisas, ser amigo, emprestar calculadora e eventualmente dinheiro pra passagem, ouvir nossos dramas e reclamações sobre os professores bizarros - e falar mal deles junto com a gente - ....). Enfim, o padrinho é um melhor amigo que a gente escolhe sem conhecer direito. Eu escolhi um padrinho super querido, fofo, tudo de bom que inclusive já tinha lido meu blog! (Falem Owwnnnn *-* ).



Na segunda semana, foi que as aulas OFICIALMENTE começaram. Com professores velhinhos e fofinhos, outros bizarros e cafonas, outras magras e lyndas, e aquelas matérias odiadas por todas as pessoas. Os primeiros trabalhinhos foram passados, todos de nível 'easy', mas né...trabalhosos. Nesse primeiro final de semana, fiz uma viagem com o pessoal da Universidade, para um trabalho voluntário lá em São Paulo. Esse assunto vai me fazer falar muuuito, então, irá virar um novo post para breve. Prometo.
A terceira semana começou, mas devido a viagem, cheguei em casa as 8:00 hrs da manhã de segunda-feira. Ou seja, perdi o dia de aula. Essa semana sim, foi punk. Os professores socaram matéria, e listas de materiais e etc e etc... que resultaram num rombo na carteira do meu pai e num final de semana inteiro acordada para dar conta dos trabalhos. O importante é que, entreguei tudo em dia! Ae ae ae! :D



Bom, agora vamos falar da Universidade num todo. É incrível estar estudando num lugar tão grande como a UFPR. Vejo pessoas de todos os tipos, todas as tribos, estilos e gostos. Ali dentro há uma papelaria, diversas cantinas, o famoso R.U (Restaurante Universitário - no qual a gente pode tomar café da manhã por R$ 0,50 e almoçar por R$ 1,30!), casinhas para Grêmios Estudantis, muuuita grama pra ficar sentado pensando na vida e tomando um solzinho de inverno (amo sol de inverno gente!), uma estufa que é o ponto de encontro dos arquitetinhos e um mundo de opções de coisas extra-curriculares para fazer. Sério gente, estou muito feliz com o lugar onde estou estudando. Lógico que há desvantagens quando comparada com uma particular... Por exemplo: tenho horários um pouquinho desconfigurados, na quinta aula o dia todo (o que impossibilita de trabalhar...), as pranchetas estão meio acabadinhas (tivemos que encapá-las, com material pago por nós mesmos..)... Mesmo assim, estou no céu gente. Sério.



Quanto ao curso... Descobri que muita coisa era bem diferente do que eu imaginava. Na minha cabeça, arquitetura seria um curso repleto de patricinhas nariz arrebitado. Que eu teria que respirar fundo todo dia antes de sair de casa e me preparar pra conviver com gente que vive nas colunas sociais e passa as férias na Europa. Tá, tudo bem, tem gente que vive nas colunas sociais e passa as férias na Europa. Mas isso não as torna patricinhas insuportáveis. Aqui o povo num todo é muito legal. As pessoas não te julgam pela aparência (afinal, o que faz sucesso é ser excêntrico), todo mundo te cumprimenta pelos corredores e praticamente todo mundo conhece todo mundo. É lindo gente, sério! Esse curso é muito amor! <3

Ainda não decidi em que área quero atuar. Tenho uma quedinha grande por interiores, mas me fascino com a ideia de acompanhar uma obra desde o começo... A área de urbanismo também parece interessante, apesar de estar totalmente relacionada com política, o que não é interessante. Mas tenho bastante tempo para decidir... estou vivendo com muito amor minha fase lua-de-mel com a arquitetura. :)

Então gente, será que depois desse mega post sobre meu sumiço consegui justificar minha ausência no blog? <3

Ah, por último, e não menos importante, quero dizer o quanto as cartinhas estão me deixando feliz! Viu Ana, Pam e Aline? *-*

Beijo enorme gente! Prometo voltar logo!